Natal amargurado: Aqui ao lado
Imagem do Diário Insular.
Este Blog pretende discutir contradições científicas, sociais e políticas, não pretendendo ser de modo algum, um Blog de possíveis teorias da conspiração.
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É uma aldeia sagrada,
Cheia de erva-patinha,
Junto à lareira plantada
Porque a quero quentinha.
Tem anjos, pastores, amigos,
Musgos, reis, divindade,
Modernices e sonhos antigos
Ancorados na vontade
De nunca os ver perdidos.
Os anjos cantam em coro,
Glória a Deus e Paz na Terra.
Nessa aldeia não há guerra,
Nem quero que haja choro,
Estão lá os meus amigos,
Os recentes e os antigos,
É nesse lugar que moro.
Porque o mundo não é assim,
Preciso em cada Natal,
De deformar o real,
Torná-lo simples, arrebatador,
Mágico, acolhedor,
Ausente de pranto e dor,
Para quando o acabar,
Com sublimidades como estas,
Possa a todos desejar:
Bom Natal ou Boas Festas. 
Esse calendário, prevê com exactidão o dia da semana de qualquer dia dos anos situados entre 1822 e 1961, ou seja durante 139 anos.
Dom Pedro, herdeiro de D. João VI, era regente do Brasil, quando recebeu uma comunicação da corte portuguesa, informando-o que deixaria de ocupar essa posição e passaria a ser apenas delegado das cortes de Lisboa no Brasil. Gozando de muita popularidade nesse país, o que quer dizer que percebia que seria devidamente apoiado pela população, declarou a independência do Império do Brasil a 7 de Setembro de 1822, rompendo assim o último vínculo entre o Brasil e Portugal.
Foi proclamado, sagrado e coroado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil no Rio de Janeiro em 1822. Criou o Conselho de Estado que elaborou a primeira constituição brasileira em 1824 e instalou a Câmara e o Senado vitalício em 1826. Com a morte de D. João VI, decidiu contrariar as restrições da constituição brasileira, que ele próprio aprovara, e assumir, como herdeiro do trono português, o poder em Lisboa como Pedro IV, 27º rei de Portugal.
1826 é um ano conturbado do estado brasileiro, data essa onde surge este calendário perpétuo que pretende enaltecer esta personalidade histórica, como querendo prolongar, pela eternidade, os seus grandes feitos.
O calendário perpétuo que aqui se refere, tal como todos os outros do mesmo género, possui uma explicação sobre o seu funcionamento. De seguida transcreve-se a ideia contida nessa explicação e acrescentam-se algumas clarificações.
Para determinar o dia da semana nesse calendário, de um dado dia de um determinado ano, procura-se-o junto a uma das coroas de louros que circundam a figura de Dom Pedro, por exemplo, o ano de 1960, está junto à coroa com o nome de Trigozo. Associada a cada coroa de louros existe também uma ou duas letras maiúsculas, chamadas de letras dominicais. Uma vez identificada a letra, deve-se procurar na coluna da esquerda, com título de “primeiros dias de cada mês” (aquela coluna que contêm um globo com a palavra Portugal), o mês do ano que pretendemos, ou seja, se pretendermos saber que dia da semana foi 18 de Janeiro de 1927, esse ano está ao lado da coroa de louros com o nome de “Marquez de Palmella” identificada com a letra A, que nos remete para o quadro da letra A da coluna da esquerda. Aí, verificamos que o primeiro dia do mês de Janeiro foi um Domingo. Uma vez conhecido o primeiro dia do mês na coluna da esquerda, o leitor deverá procurar na coluna da direita, encimada por um globo com a palavra Brasil inscrita, baptizada com “Aquantos do Mez”, a tabela referente ao Domingo. De seguida deverá procurar o dia 18, e ver-se-á que corresponde a uma quarta-feira, podendo afirmar-se assim, que 18 de Janeiro de 1927, foi um quarta-feira.
É advertido nessa explicação, que os anos bissextos, nos quais o mês de Fevereiro tem 29 dias, as coroas em vez de estarem associadas a uma única letra dominical, passam a estar associadas a duas letras dominicais. A primeira letra desses anos só deverá ser utilizada se os meses do ano que queremos saber os dias da semana forem Janeiro e Fevereiro, enquanto que a segunda letra deverá ser usada para os restantes meses do ano em questão.
É curioso que sendo este calendário elaborado em 1826, tenha um domínio de aplicação que vai de 1822 a 1961, crê-se que tal domínio resulte da necessidade que o seu autor sentiu, de incorporar a data da independência do Brasil, no ano de 1822, de modo a que fosse possível identificar qualquer dia da semana referente à história brasileira. A lógica desse calendário poderia ser continuada até 1988, todavia, requeria que se inscrevesse cada ano, depois de 1961, debaixo da letra respectiva, o que tornaria o calendário muito denso e difícil de consultar, pois acrescentar-lhe-ia, um terceiro nível de anos e uma terceira letra. Se repararmos no calendário perpétuo alegórico aqui apresentado, ao lado de cada coroa existem apenas dois níveis de anos. A opção de terminar o calendário em 1961, parece ser estética, ou de outro modo, geométrica. Por outro lado, a inscrição de nomes da história do Brasil, no interior das coroas de louros num calendário deste género parece ser uma preocupação pedagógica do seu autor de modo a garantir que as gerações futuras conheceriam a principais personagens desse novel país.
Na actualidade, continuam a existir calendários perpétuos, como o que se apresenta na figura seguinte, com lógicas muito variadas, mas são poucos os que se centram em acontecimentos essencialmente históricos como é o caso do calendário perpétuo aqui apresentado, que parece ter como grande objectivo, identificar os dias da semana de todos os eventos da história de um país e de um povo, desde o seu nascimento até à eternidade.
Enquanto que a construção do calendário gregoriano (o que actualmente utilizamos) se baseia em factos astronómicos, os calendários perpétuos são algoritmos que pretendem encontrar possíveis propriedades algébricas do calendário anteriormente referido.
A lógica dos calendários perpétuos não é exactamente igual à do Calendário Perpétuo Eclesiástico, assim designado por ser usado no missal da Igreja Católica e para prever em cada ano as Festas Sagradas. Este último calendário já se baseia num facto astronómico que é a conjunção da Lua e Sol, a que se associa um algoritmo apropriado. Os calendários perpétuos falham a partir de determinada altura, porque qualquer que seja a previsão do número de dias que decorreu a partir de determinada data, é sempre uma aproximação. Veja-se por exemplo o cálculo de dias que decorre desde o dia zero (dia do nascimento de Cristo) até um determinado ano N.
Um ano tem 365 dias. Até ao ano 2 depois de Cristo terão decorridos 365 dias; até o ano 3 terão decorridos 365 dias x 2, e assim sucessivamente. Então para saber quantos dias (D) existem até um dado ano (A) bastaria calcular:
D = (A-1) x 365
Mas, porque de cada 4 em 4 anos existe um ano bissexto, há que somar um ano por cada quatro anos à expressão anterior. Para se efectuar essa correcção divide-se (A-1) por 4, interessando apenas a parte inteira (INT) desse quociente, a que se soma à expressão anterior. Assim a expressão mais correcta, para construir um calendário mais longo seria:
D = (A-1) x 365 + INT (A-1)/4
Como nem todos os anos divisíveis de 4 são bissextos, com por exemplo múltiplos de 100, um século depois estaríamos a adicionar dias a mais ao calendário. Assim, há que corrigir a expressão anterior para que possa ser aplicada para vários séculos. A expressão anterior passa a ser então:
D = (A-1) x 365 + INT (A-1)/4 - INT (A-1)/100
Todavia, os anos que são divisíveis por 100 e 400 em simultâneo, são bissextos. Assim sendo, há que lhe acrescentar esses dias à expressão anterior, obtendo-se a nova expressão:
D = (A-1) x 365 + INT (A-1)/4 - INT (A-1)/100 + INT (A-1)/400
Por sua vez, a cada 3600 anos, ocorre um ano bissexto. Como esse número é divisível por 100 e 400 e já está contabilizado indevidamente na expressão anterior, há que retirá-lo, para acertar o número de dias que decorreram desde o nascimento de Cristo, passando a expressão a ser escrita do seguinte modo:
D= (A-1) x 365 + INT(A-1)/4 - INT(A-1)/100 + INT(A-1)/400 - INT(A-1)/3600
É fácil perceber que os calendários perpétuos se baseiam em propriedades algébricas semelhantes às traduzidas por essas expressões e que em qualquer situação são sempre aproximações, o que quer dizer que, nalguma altura, passam a estar incorrectos. É excatamente recorrendo a esta expressão que se prevê que o Calendário Perpétuo Alegórico, dedicado a Sua Majestade Senhor Dom Pedro Primeiro, Imperador Constitucional & defensor perpétuo do Brasil, falhe a partir do ano 1988, não sendo efectivamente perpétuo na verdadeira acepção da palavra.
Torre de Prata Aberta de Vermelho, tem prata porque era o metal mais indicado para retratar uma torre em contraste com um fundo negro; o vermelho das aberturas da torre aparece pelo contraste e vida que transmite à prata. Essa torre representa a construção de fortes que defendiam a costa.
A torre tem seu um desenho próprio, não devendo ser confundida com um castelo. A palavra provém do latim "turre", é uma peça que se apresenta isolada e, conforme o seu desenho, tem uma significação. A torre é parte de destaque do castelo e geralmente é representada com uma porta e duas janelas. A torre mais alta ou de maior proeminência do castelo é chamada de torre de homenagem; quando aparece com três torres sobrepostas diz-se donjonada; quando podem ser notadas as janelas, esclarecida. Quando aparece o tecto, coberta; quando tem a porta com grade e pontas na parte inferior, diz-se gradeada. Quando a torre é acompanhada com chamas nas janelas e sobre as ameias ou seteiras diz-se ardente. O ondeado de verde e prata - Significa o oceano banhando uma povoação com as suas águas tranquilas. A cana-de-açúcar – representa as grandes plantações existentes na ilha da Madeira. O cacho de uvas representa a riqueza regional agrícola, daí ser de ouro, metal que denota nobreza, fidelidade, constância, poder e liberdade.
As estrelas de oito pontas normalmente representam o Sol, mas aqui, neste brasão aparecem duas estrelas de oito pontas. As estrelas de oito pontas apontam em todas as direcções, representando também os pontos cardeais. A estrela de oito pontas ou rosa-dos-ventos simboliza o espírito que sopra sobre as águas originais. É a stella maris, a estrela-do-mar, o sinal do espírito que pousa sobre as águas. Nas crenças cristãs, este é o símbolo da alma regenerada pelas águas do Baptismo e, numa ordem inferior, símbolo da pia de água benta.
Outros significados são atribuídos às oito pontas da estrela, por exemplo, as 8 pontas da estrela simbolizam os homens, 8 é o número mágico do homem, razão e objecto da actividade funcional do Centro. Na mitologia, a Estrela Polar era tida como a intercepção única entre o mundo sombrio dos homens e a refulgente morada dos deuses eternos. Na esperança de merecer a passagem e entrar na casta dos heróis semi-deuses, os homens submetiam a sua vontade a provas de terrífica coragem. Também aqui a Estrela de oito pontas representa, para os que cruzarem o tamis, a passagem, definitiva ou temporária, da sociedade civil para o universo paralelo da instituição militar.
Crê-se que a utilização de duas estrelas de oito pontas, no brasão da Vila de Porto Moniz, se prende com critérios de simetria em vez de outros significados.
O Azul indicado para o campo das armas é o esmalte que em heráldica significa o Ar e o Céu, o firmamento. Pela sua pureza, esta cor significa zelo que é rectidão afincada num dever, significa lealdade que é zelo para com uma pessoa e simboliza caridade porque o Azul dá uma sensação de bem estar espiritual, através da serenidade dos seus tons, que lembra o bem estar interior nascido da prática de um bom acto.
O Sol em heráldica é sempre representado a ouro, tendo este metal o significado da fé, da fidelidade, do poder e da liberdade.
O Ouro é o metal que naturalmente indica Sol, representa a luz que ilumina as almas e as inteligências e significa os dons mais altos do espírito: a Fé, a Pureza, a Fortaleza e a Constância. Tudo isto sugere os reflexos esplendorosos do Ouro, o mais precioso dos metais, excelso padrão de riqueza.
O sol no brasão municipal era considerado força, poder permanente, dia para todo o sempre, ou então, seria para indicar que o mesmo brasão, para além do poder que inspirava, estava sujeito a um poder mais alto, o poder celestial representado pelo astro principal.
O Sol do brasão da “Ponta do Sol” é espécie de estrela de dezasseis raios com aparente movimento giratório, que resulta da associação de raios triangulares com raios ondulados e onde o quatro vezes quatro alimenta o desenvolvimento do homem e do universo.

Félix Rodrigues
Félix Rodrigues
Também se encontram dois crescentes de vermelho, em forma de U, nos brasões de Alverca do Ribatejo e Vila de Borba. Os dois crescentes presentes no brasão da Cidade de Queluz tem a forma de C.
Os crescentes, que os mouros usavam, servem para indicar a civilização que anterior à actual a Vila de Arganil possuía, e o vermelho dos crescentes, representa a acção guerreira que aí ocorreu em tempos remotos até à posse, tomada em combate. O vermelho em heráldica significa vitórias, ardis e guerras.
Embora não faltem documentos referentes a Arganil e outras localidades do seu actual concelho, parece que só após a tomada de Seia, Viseu, Lamego e Coimbra, é que essa região se libertou definitivamente do jugo infiel. É possível que nem luta tivesse havido nessa época. Arganil, metida entre Seia, Viseu e Coimbra, que haviam sido tomadas pelos cristãos, e defendida dos muçulmanos da Beira Baixa, pela barreira física da Serra da Estrela, tinha uma defesa que fora confiada a uma pequena guarnição militar, dado o facto da maioria dos seus habitantes serem moçárabes.
Em 1111, há nessa região nova investida dos Sarracenos que os levou à conquista de Santarém, Lisboa e Sintra. “Para lhes obstar a conquista de Coimbra - diz o historiador padre Gonzaga de Azevedo - dera o conde D. Henrique, no mesmo ano, foral a Soure; nesse, ou nalgum dos imediatos. Miranda da Beira, pelo lado de Leste, e Santa Eulália, a Poente, sobre o Mondego, receberam presídios e foram repovoadas. Este sistema defensivo, constituído por três fortes castelos, que cobriam e desafogavam a cidade (de Coimbra) dos primeiros assaltos, era completado por outros redutos, levantados na direcção Nordeste-Sudoeste, e apoiados nos contrafortes da Serra da Estrela - Coja, Arganil e Seia - formando todos como que uma nova fronteira contra os inimigos do Sul”. Nesse contexto, os crescentes vermelhos do brasão de Arganil traduzem essa história de lutas contra os árabes, sem qualquer significado astronómico, no entanto poderá ter algum sentido astrológico ou místico como por exemplo na doutrina mística judaica (Qabalah - Cabala), todavia crê-se que esse tipo de simbolismo está totalmente ausente do brasão da Vila de Arganil.
No ocultismo antigo, afirmava-se que “nada existe sem um propósito”; argumentando-se hoje em dia que deve haver um Plano Superior para a criação e evolução do Universo, que abrange as galáxias e os sistemas solares, os sóis e os planetas, os átomos e as plantas, os animais e toda a humanidade.
No simbolismo da Cabala, por vezes, aparecem representadas duas luas e dois sóis, como a figura medieval seguinte, onde um homem e uma mulher seguram sobre os seus ombros um globo. O do homem contem o sol nascente e o sol poente e o da mulher, duas luas o nascente e o ocaso deste astro.
Apesar de ser nítida a associação do homem ao sol e da lua à mulher, como era típico na Idade Média, essa representação traduz também ensinamentos da natureza, como o nascimento e o ocaso dos astros do firmamento.
Desde sempre que os humanos se sentiram “envoltos por forças misteriosas” que os sujeitavam a riscos e perigos. Assim, tiveram necessidade de recorrer ao sobrenatural para se protegerem desses inimigos e das manifestações maléficas do cosmos. Foi na procura de objectos e imagens que o defendessem que este criou símbolos para poder entrar em sintonia com os seres divinos de forma a ter alguma protecção.
As diferentes perspectivas das fases da lua, no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul estão relacionadas com o sentido do movimento da lua no céu visto por um ou outro observador. No Hemisfério Norte, um observador vê a Lua movimentar-se no sentido dos ponteiros do relógio, enquanto que no Hemisfério Sul a vê mover-se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio.
A nível do Equador, a Lua, vista por debaixo, movimenta-se em linha recta de Este para Oeste. Na figura seguinte apresentam-se as fases da Lua vistas por um observador colocado a nível do Equador.
É curioso que se chame à lua da bandeira de Singapura ou do brasão desse Estado, crescente, quando na Malásia (país a que alude a bandeira de Singapura) ele está em quarto minguante e mesmo quando transposta do modo como a vêem no equador para o brasão, também se encontra em quarto minguante.
As moedas de Singapura actualmente em circulação, são constituídas por moedas de 1 cêntimo, 5, 10, 20 e 50 cêntimos e por moedas de um dólar. Todas elas tem na face o brasão de Singapura.
Na imagem seguinte, apresenta-se uma moeda de dólar de Singapura, onde é bem visível o brasão da cidade contendo a lua em quarto minguante e um grupo de cinco estrelas de cinco pontas.
Se repararmos convenientemente no brasão de Singapura, é possível verificar que as estrelas de cinco pontas formam um círculo, que acabam por corresponder aos raios do Sol. A estrela de cinco pontas é um ideograma muito comum nas bandeiras nacionais, sendo-lhe associados significados místicos e mágicos.
Astronomicamente, o Sol e a Lua, nunca poderiam ser vistas na posição representada nas moedas de Singapura já que a parte escura da Lua, parte superior, o taparia por completo, todavia, se a Lua estivesse em fase crescente, tal como se vê na linha do equador, em forma de U invertido, seria possível ter o Sol por cima da Lua. Na imagem seguinte, é mais fácil perceber o que se acaba de afirmar, cuja imagem foi obtida aquando de uma conjunção da Lua com o planeta Vénus.
Nunca o planeta Vénus poderia ser visto dentro da Lua, pois fica sempre por detrás do satélite natural da Terra.
O crescente lembra a conquista aos Árabes e o sol a entrada na Cristandade. Essas foram as armas de Mourão na Monarquia Portuguesa, durante quase sete séculos.
O actual brasão (Camarário) de Mourão tem um escudo azul, com um castelo em ouro, lavrado, aberto e iluminado de negro; em chefe um escudete de prata com as quinas de Portugal, entre um sol de ouro e um crescente prata.
Assim Mourão tem dois Brasões: o Histórico que se pode ver impresso em muitos dicionários e enciclopédias; e o camarário que se encontra no seu estandarte actual. Na figura seguinte apresenta-se o brasão actual de Mourão.
Na idade média criaram-se mistérios masculinos e femininos. Para a mulher a maternidade, a comunhão com a flora, entre outros. Para o homem, a caça, a guerra ou a comunhão com a fauna. A mulher regida pela Lua; o homem, pelo Sol. Porém, para recriar os ciclos da Natureza, o princípio feminino e masculino juntavam-se: diferentes, porém complementares como se ilustra na imagem seguinte.
O sol e lua, eram vistos como dois astros completamente diferentes, já que um se via durante o dia e o outro quase exclusivamente de noite. Na maioria dos desenhos alquímicos estes dois astros, com representações antropomórficas fazem alusão aos opostos.
O Sol e a Lua também simbolizam o homem e a mulher: opostos tanto em termos psicológicos como morfológicos , apesar de gravitarem em concordância.
No livro medieval “A glória do mundo” de Roberto Valensis, afirma-se que o sol e a lua devem copular como um homem e uma mulher, pois de outro modo não poderiam conseguir resultados na alquimia.
Na heráldica, a presença do Sol e da Lua também indica força e poder permanentes, de dia e noite e para todo o sempre.
O Sol e a Lua estão presentes em muitos brasões de cidades portuguesas bem como em muitas cidades fundadas pelos portugueses.